Viajar é uma das coisas que mais gosto de fazer, e confesso que mesmo em períodos de férias eu tenho vontade de me conectar de alguma forma com o trabalho e aproveitar a viagem pelo menos para fazer aquele Networking básico. Você me entende, eu sei. rs. Mas, quando estou com outras pessoas, eu foco na companhia delas e no roteiro que preparamos.

Quando visitei o Leste Europeu, foi assim, eu pesquisei antes de embarcar algumas startups para visitar, coworkings interessantes e espaços propícios para o empreendedorismo. Mas, logo desisti. Tínhamos um belo planejamento pela frente e eu realmente precisava e desejava tirar férias, dessa vez 100%. Era uma viagem especial, com um significado importante.

Fomos eu, Manu, Gabriel e Flávio aproveitar o final do inverno. Conhecemos Praga, Viena, Budapeste, Cracóvia e Varsóvia. Tudo correu bem, a companhia deles foi realmente maravilhosa e a experiência de viver culturas diferentes foi ímpar. Nos divertimos pra caramba, nos hospedamos em hotéis excelentes, investimos em conforto, boa gastronomia e ótimos passeios. Uma das coisas que mais fizemos foi caminhar pelas cidades. Andamos muito e passamos por lugares lindos que só caminhando poderíamos ter esse privilégio. Sabe quando tudo dá certo porque todo mundo está na mesma vibe? Então, foi isso!

Mas, é claro que em todo tempo eu via conexões com marketing e empreendedorismo, principalmente no que diz respeito ao relacionamento com o cliente. Como tive muitos insights, decidi transformar alguns deles em lições para compartilhar e te incentivar a conhecer essas cidades. Afinal, como disse minha amiga e cliente Giane, “Quer ser um profissional melhor? Então viaje (muito)!”

1. Praga, República Tcheca

UAU, que cidade linda! Começamos muito bem essa viagem e a minha impressão foi que o que vi lá só tem lá. Não encontrei ainda nada parecido em outros lugares que visitei. Praga é pequena, o que a torna ainda mais agradável. Mas, ao mesmo tempo é versátil, grandiosa em beleza e conforto, e une tradição e visuais incríveis por todo canto. Ruas e becos bem estreitos que se ampliam, chamadas frestas urbanas, compõem um cenário estonteante. Foi possível conhecer os principais pontos turísticos a pé e experimentar delícias dessa cidade.

Minha alegria ao experimentar um Trdelník, o doce mais popular de Praga. Em cada quarteirão tem uma barraquinha vendendo essa delícia, uma massa similar a de um pretzel, só que em forma de tubo que pode ser recheado com chocolate, Nutella, sorvete e outras gordices maravilhosas.

As pessoas são educadas e compreendem bem o papel turístico da cidade. Do roteiro que fiz, Praga foi a minha preferida. Poderia ficar andando incansavelmente por lá e voltaria facilmente! Talvez fosse melhor deixá-la por último em nosso roteiro, pois se tem uma palavra que a resume é “surpreendente”.

Lição: Surpreenda. O que aprendi por lá é que não importa se a sua empresa ou projeto ainda são de pequeno porte. Procure surpreender seus clientes. Faça com que seu público queira retornar e seja surpreendido novamente. Trabalhe forte no seu diferencial para que sua marca seja única, capaz de arrancar aquele “UAU” das pessoas. Esse é um dos princípios para criar relacionamentos sólidos, duradouros e fidelizar.

2. Viena, Áustria

Cidade muito bonita, agradável, limpa, organizada e metódica. Diferente de Praga, Viena não surpreendeu tanto, mas de forma alguma me decepcionou. À margem do Rio Danúbio, a metrópole reúne um completo centro comercial, grandes catedrais, marcas e grifes conhecidas. Grande, dinâmica e tem a honestidade como forte característica. Gostei bastante da receptividade e do transporte público de lá.

Palácio de Schönbrunn, Viena, Austria

Durante um passeio no ônibus Hop-on Hop-off, o Sightseeing Tours, esqueci meu par de luvas ao descer, e quando me dei conta o veículo já tinha partido. Sofri um pouco ao caminhar pela cidade sem elas, mas ao final do dia voltei ao ponto final do ônibus, sem muita expectativa, onde ficavam os “achados e perdidos”, e uma funcionária tinha guardado para mim. Fiquei tão feliz! Já no transporte público, não tem ninguém monitorando ou cobrando pelas passagens. Você compra um bilhete, entra no metrô, por exemplo, e você mesmo é o responsável por validar o ticket em uma máquina dentro do veículo. Por ali, nada de “jeitinho”. Pelo menos eu não vi.

Foto: Café Landtmann – crédito: Querfeld Ges.m.b.H.

Outro ponto interessante para mim foi a qualidade dos restaurantes. Não são baratos, mas têm alta qualidade e um alto padrão no atendimento. Um local que me chamou atenção foi o Café Landtmann, que Freud frequentava, um restaurante tradicional que serve porções fartas, deliciosas e tem uma preocupação enorme com o cliente. Você entra e se sente importante.

Lição: Valores. Viena me lembrou da importância de nos mantermos firmes e fieis aos nossos valores e fazermos tudo com excelência. Seja sempre honesto, tenha controle da sua comunicação em todos os momentos, principalmente quando seu projeto tomar grandes proporções. Viena é como uma empresa de grande porte, que sabe comunicar sua mensagem-chave com clareza. Nem sempre seremos capazes de surpreender, mas se fizermos nosso trabalho com honestidade, entusiasmo e alinhados aos nossos valores, é bem possível que os clientes se sintam valorizados e passem a confiar mais.

3. Budapeste, Hungria

Um misto de sensações. Também é muito bonita e cheia de detalhes. A cidade é enorme, deslumbrante à noite, com uma iluminação incrível nas ruas, nos monumentos e que faz a gente querer tirar fotos o tempo todo. Principalmente na extensão do Rio Danúbio.

Além das pontes, dos castelos e visuais panorâmicos, também me chamou a atenção o sistema de transporte público. Por lá você compra um bilhete muito barato que permite usar metrô, ônibus ou trem, facilitando a locomoção entre os pontos turísticos. Por outro lado, achei a cidade um pouco suja e mal cuidada.

Em meio a grandiosidade de Budapeste, tiramos uma manhã para fazer um passeio tipicamente turístico: relaxar nas piscinas de águas termais. Optamos pela Gellert Bath, uma verdadeira sauna gigante com águas que chegam a 40°C. Foi interessante ver de perto um hábito diferente, mas no fim das contas foi aquele passeio que a gente gostou e não gostou tanto.

Foto: Gellert Bath Palace Budapest

Lição: Equilíbrio é o que me veio à mente em Budapeste. Valorize a grandeza das coisas, mas não crie expectativas ao ponto de se frustrar depois. Valorize também os detalhes, pois eles são preciosos e podem fazer diferença. Nem crie altas expectativas nos seus clientes se não puder de fato entregar o que prometeu. É melhor surpreender do que decepcionar. Todo negócio tem altos e baixos, pontos fortes e fracos, portanto, use tudo o que tiver em mãos a seu favor e avalie os resultados com maturidade. Budapeste representa para mim esse equilíbrio.

4. Cracóvia, Polônia

A cidade é pequena, muito agradável, linda, limpa, desenvolvida e com ótimos preços para aproveitar seus atrativos. O Centro Histórico de Cracóvia é o local mais badalado, onde tem uma grande praça rodeada por cafés, bistrôs, restaurantes e lojinhas, além de igrejas enormes. Cracóvia tem características do moderno e do antigo, mescla o passado com construções modernas e shopping centers.

Nos hospedamos no Puro Hotel, incrível, e fomos muito bem recebidos e atendidos. Café da manhã divino! Os funcionários foram muito atenciosos, os recepcionistas olhavam nos nossos olhos, falavam o inglês perfeito e faziam questão que a gente entendesse e se sentisse à vontade.

Mesmo tendo um passado triste e trágico, a cidade é bem cuidada e sabe contar e preservar a sua própria história. As pessoas parecem ser acessíveis e felizes.

Lição: Não perca o brilho. Cracóvia me ensinou é que é possível se reerguer. Por mais que você e seus negócios passem por tempos ruins, não desanime e não destrate as pessoas porque você não está em seus melhores dias. Não deixe que seu Marketing perca o brilho e a alegria. Lembre-se do papel que sua empresa tem na sociedade e tenha em foco o seu propósito e a sua missão.

5. Varsóvia, Polônia

Cidade grande, com edifícios e construções enormes e transporte público moderno. É muito rica em cultura e atrativos turísticos que falam por si só sobre sua evolução, principalmente depois de sua destruição na Segunda Guerra Mundial. Suas atrações contam com interatividade e tecnologia, por exemplo os bancos das praças que tocam música de Chopin. Você simplesmente precisa apertar um botão.

Alguns pontos da cidade têm uma tristeza enraizada por conta de seus memoriais e da manutenção de construções históricas que sobreviveram à guerra. A cidade tem cores vibrantes, mas como fomos no fim do inverno, o clima estava chuvoso e com o céu meio cinza. Mesmo assim, tinha muita gente andando pelas ruas o tempo todo. Gente bonita, elegante, educada e bem vestida.

Destaque para a gastronomia. A cidade foi a mais barata de todas as cinco. Acho que nunca comemos e bebemos tão bem antes. Simplesmente estava tudo excelente e em geral fomos muito bem atendidos em todos os locais que entramos.

Lição: Foco no futuro. Além de provar que não é preciso exagerar no preço para mostrar qualidade dos produtos e dos serviços prestados ao cliente, Varsóvia me lembrou devemos seguir em frente e deixar para trás o que foi ruim. Aprenda com os erros, mas não se prenda a eles. Fortaleça suas ações com foco no futuro e na qualidade do relacionamento com o cliente.

Bom, esses foram alguns insights que tive durante minha viagem. Eu teria tanta coisa para falar… Mas tentei ao máximo focar no que eu realmente queria compartilhar com você. Espero que esse artigo tenha ajudado de alguma forma, te inspirado a viajar mais e transformar suas experiências em conteúdo!

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Laíze Damasceno

Meu propósito é inspirar, emocionar e tocar o coração das pessoas. Ajudo empreendedores a conquistarem a confiança dos clientes sendo mais gentis no ambiente virtual. Com um método autoral e um plano descomplicado de rápida implementação, auxilio na construção de marcas autênticas, gentis, humanizadas e com propósito.